Lendo agora
ASANAS PARA O BEM – GUIA DE POSTURAS DE YOGA – Ushtrasana

ASANAS PARA O BEM – GUIA DE POSTURAS DE YOGA – Ushtrasana

Sandro Bosco

“Lembre-se que não pode existir saúde sem doença nem doença sem saúde. Reconhecer esse par de opostos dançando como uma oscilação da sua energia vital já é um caminho. A prática regular dos yogasanas (posturas) pode te ajudar nessa compreensão, que deve se dar não pela sua racionalidade, mas pelo seu próprio corpo.” Sandro Bosco

O guia Asanas para o bem é uma colaboração do professor Sandro Bosco para o Nowmastê. Ele está sendo formado com muito carinho asana por asana e é um verdadeiro presente para todos nós que estamos nesse caminho do Yoga e queremos que a nossa prática seja cada vez mais profunda e delicada. Esperamos que você curta. ;-)

Ushtrasana

Se subtraímos o yoga da vida o que resta?

Você praticante, que gosta muito do yoga, já se fez essa pergunta? 

Eu já me perguntei: “como olhar o mundo hoje, fora da ótica que eu aprendi pelo yoga?” 

Não consigo imaginar! 

Tem sido anos de leituras, estudos, práticas, estudos, leitura, práticas e parece não terminar. Sempre há o que aprender, sempre um olhar para mim e para o mundo mais refinado.

Não devo esse longo caminho somente ao meu esforço, mas também, à luz que trouxeram os professores e mestres que encontrei e segui.

No norte da Índia, dentro da filosofia chamada de Shivaismo da Caxemira, surgiu, entre o século VII e IX D.C., uma constelação luminosa de sabedoria em vários textos e, dentre eles, o Shiva Sutra. Um mapa para o autoconhecimento, para a vida no mundo e para a percepção de uma dimensão espiritual. Nele, há um sutra (aforismo) que diz “gururupayah”, que significa: o mestre (o guru) é o meio, é o caminho, o acesso. 

Na Índia, a palavra guru, que significa (“gu” a luz e “ru” a sombra) aquele que afasta a sombra e traz a luz do conhecimento, não está restrita ao campo espiritual, mas atinge tudo e serve a tudo. Nas artes, nas ciências, na matemática, na lógica, na meditação e no yoga, e assim, onde houver algo para ser ensinado e aprendido. 

É através de cada uma dessas ciências e artes que o guru encontra um meio de ensinar também sobre a vida. 

Esta cultura oriental indiana é o que dá ao professor (e ancião) um lugar de respeito e reconhecimento, na sociedade e no coração do aluno e discípulo. E foi assim, graças a esses gurus (professores e mestres) que aprendi a meditar, a praticar asanas e pranayamas, a cantar mantras, a pensar direito e a silenciar a mente.

Quanto a agradecer? 

Não cabe aqui!

Foi com B.K.S. Iyengar  (1918-2014) e seus professores que eu mais aprendi sobre o ushtrasana  – postura do camelo e tantos outros yogasanas  (posturas de yoga) . Ele sempre nos ajudou a refletir e entender o significado e, muitas vezes, a lógica dessa imensa coletânea de nomes das posturas do Hatha Yoga.  

A curiosa explicação sobre esse asana ficou na minha memória. Quando um camelo está sentado, tem as pernas dobradas como as nossas (mas para trás). Quando se levanta, ergue de uma só vez a parte da frente do corpo, em um só movimento, o que para nós parece um pulo. Quando você está de joelhos no final da execução do usthrasana, tente dar um só salto para cima a partir de um forte impulso, lançando os pés para a frente, colocando a planta dos pés de uma só vez no chão rapidamente e aí entenderá! 

Claro que, nascendo e crescendo na Índia e familiarizado com tantos animais como esses, o mestre Iyengar tinha mais chances de entender essas particularidades do que nós ocidentais, que nunca vemos camelos nas estradas rurais como meio de transporte e carga. Eu, como gosto muito de observar a natureza, os animais e por ter estado na Índia, no Rajastão, me lembrei de já ter visto esse momento e me veio a lembrança logo que recebi essa explicação.

Essa postura é excelente para a cifose (corcunda) dorsal e seus males e desconfortos como: o peito afundado, os ombros inclinados para frente, o trapézio erguido, os pulmões comprimidos pela má postura e por isso é indicado aos idosos. Mas, para isso, existem diversas formas de executá-lo que permitem incluir a todos que tenham limitações e dificuldades. Ela fortalece toda a coluna vertebral com sua extensão vigorosa. 

A entrada e a saída se dão a partir da postura de joelhos, inclinando-se para trás e pressionando os tornozelos contra o chão ao voltar. Mantenha sempre a respiração livre e contínua para evitar pressão na cabeça!

Vamos praticar?

+ sobre o professor Sandro Bosco? Entra aqui, Instagram aqui e Youtube aqui.
Siga Asanas para o Bem no Instagram com #guiadeposturas 

Veja comentários

Deixe uma resposta

Vá para cima