As coisas que perdi sendo eu mesma

Por Ana Paula Bet, do blog SER e SÓ

Hoje há uma ode muito grande para sermos nós mesmos e isso é extremamente válido, mas é preciso falar sobre as perdas.

Ser você implica perder muita coisa, a começar por tudo aquilo que não era verdadeiro da forma que era! Pessoas, coisas, hábitos. Coisa pra caramba! Tralhas e mais tralhas do seu antigo eu, que o ego dará por falta e sorrateiramente, te fará cair na culpa sobre esse “abandono” do que já não servia mais mas “era seu”.

Vez que outra, ele vai te pegar. Te fará sentir falta de amizades, amores e blusas que desapegou. Te colocará a se remoer por aquilo tudo que nunca foi “tudo” bem de fato, a não ser nas ilusões bem criadas. Quando isso acontecer, prontamente neutralize, mas se preciso, deixe rolar um pouco dessa emoção velha, perceba que faz muito sentido a falta daquilo tudo perdido sim, afinal aquele falso EU e aquelas falsas posses, foram você por muito tempo! Ria, ao acordar disso.

Pode ser difícil ser você aonde você já não foi você, mas ao menos será original. Pode ser difícil não sentir falta, mesmo vendo que não tem sentido, mas o sentido que fizer será real. Haverá inclusive, se você permitir, aquela tentação constante de voltar ao que era, aquela maldita familiaridade com a merda quentinha, mesmo que nada nunca tenha “muito sido mesmo”. Por isso relaxe e dê-se conta. SER VOCÊ, implica no ato de SER, e isso, mesmo no dejavú do passado, permitirá que você possa levantar a cabeça para ver sobre a névoa do que foi e não era, para fazer um caminho totalmente diferente, do que É e SERÁ, cheio de luz de verdade e integridade.

Tudo bem se você perdeu e perderá ainda muita coisa, está tudo bem. Não estranhe a falta! Não é vazio, é limpeza. Mantenha o foco no essencial. Aposto que isso já tem lhe deixado mais leve e feito descobrir coisas lindas em novas conversas mais francas de você com você mesmo e também com os outros (as composições vão se formar, acalme-se e coragem de ser!). Ah! Paciência também com as novas “decepções” e resvaladas de atitude. Ser você mesmo não será automática perfeição, errar também fará parte, mas envolverá maior respeito próprio.

Acredite você está cada vez melhor “perdido” ou “perdendo” assim, enquanto busca se alinhar e se permitir, deixando de lado quem não é, cada vez mais! Descubra-se nas dúvidas do que realmente gosta, sente, quer…de verdade! Sinta como o ato de ser diminui o medo de perder.

*Ana Paula Bet é fascinada por observar e absorver. Escrever é uma paixão desde jovem, a qual hoje está canalizando para compartilhar mais.

Nômade digital, está hoje Designer Gráfico e Comunicadora Digital no APBet Design, Social Media em Startup de Homefit e membro idealizadora do Blog Ser e Só. Gosta de bom humor, natureza, empatia, atitude, praia, livros, fotos, músicas, cozinhar, comer, amar e rezar.

Se encanta com ideias construtivas e conexões inusitadas, mas se encanta ainda mais com as infinitas possibilidades da vida, como aquela de a cada dia podermos nos tornar um pouco mais quem realmente somos.

E-mail: [email protected]

Um Comentário

  1. Ana,

    “Sinta como o ato de ser diminui o medo de perder.”
    Gostei dessa frase.
    Muitas vezes o apego nos distancia cada vez mais de nossa própria essência.

    Abraços,

Deixe uma resposta

Por uma vida mais consciente

Você quer receber as novidades e promoções do Nowmastê no seu e-mail?