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A velha senhora

A velha senhora

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Querido desconhecido,

Por muito tempo a minha criança ficou adormecida, ela não sabia como se comportar em público.

Em suas aparições tinha demonstrações exageradas e busca insistente por atenção. Nunca houve um momento em que pudesse ser ela mesma, e por isso, tamanha tristeza. Sua tristeza era por falta de escuta e voz, por falta de expressão.

Perdeu seu lugar genuíno de criar pelo não reconhecimento. Esqueceu que existia algo dentro dela que pulsa, é natural e não finda: a criatividade.

Para a criatividade ressurgir foi preciso espaço e dedicação. Estava aprisionada aos julgamentos, as críticas e a famosa tendência que tinha em torná-la utilitária.

Foi preciso abrir mão do olhar externo e fazer por simples vontade.

Foto by Cristian Newman on Unsplash

A criatividade não tem sentido ou propósito, ela é parte integrante de todos os seres. Ela é nossa capacidade, nosso elemento essencial de criação e produção, a matéria prima de tudo o que existe, a essência de nossa identidade na vida.

Somos lembrados por coisas que fizemos, dissemos, agimos, pensamos, e para estas ações acontecerem devemos tudo a senhora criatividade.

Sim, ela é uma velha senhora com alma infantil. Ela é feminina, sábia e espontânea. Ela encontra caminhos onde não havia caminhos. Ela é eterna.

E inebriada por ela, convido você a pensar sobre sua fonte de criação, sobre sua vontade de trazer mais plenitude e sentido para sua vida. Para ter um lugar onde nada tenha propósito, mas faça completo sentido, tanto, que te preencha.

Se precisar de uma mão na condução, conte comigo e com meu trabalho.

Com amor,
Elisa.

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